No Brasil se discute o Bolsa família como uma luta de classes. Nestes dias li, como de costume, as mais diferentes opiniões sobre o tema, o resultado foi de um debate que me deixou com muitas dúvidas e poucas certezas. Corri para o facebook, na esperança de respostas, postei minhas reflexões, mas ninguém comentou. Minha impressão é: ou ninguém está interessado no assunto, ou assim como eu, também estão cheios de dúvidas, e preferem nao comentar, ou simplesmente preferem nao pensar. Bem, na verdade, as redes sociais poderiam servir para um debate mais profundo de idèias, mas parece que meus amigos nao estão muito interessados, mas este è um outro argumento. Voltando ao nosso; as diferenças entre classe trabalhadora e classe média...no fim a classe trabalhadora com um maior acesso a educação nao seria a nova classe média? Um alargamento da classe média nao seria positivo para o Brasil ? O degrado da escola pùblica é sò uma idèia, ou é um fato? A classe trabalhadora quer chegar a ser classe média, e a classe média a ser burguesia...isso é negativo? De quem é a culpa da "agressividade" da classe média? Do Estado, da história social? Se trata de uma revolta ao assistencialismo às classes mais baixas? O modelo de desenvolvimento econômico do Brasil jà hà muito tempo è da degradação do público à favor do privado, mas a classe média neste caso é ativa ou passiva? E mais, é justo pagar impostos e nao usufruir deles? A classe média se acostumou a pagar impostos e a pagar serviços (educação, sanidade, etc)? A classe trabalhadora também aspira poder pagar pelos serviços? Por que serà que tenho a impressão que todo brasileiro sonha em ter um plano de saúde ?A classe média quer defender seus privilégios, ou seus direitos? Quanto è importante ter dinheiro no Brasil? E quanto è importante ter educação? O modelo clássico da classe média, trabalho + estudo + economias, é um modelo negativo para melhorar as condições de vida? Qual é o modelo alternativo? Seria trabalho + consumo? No Brasil todo mundo quer ter doméstica, mas quer pagar pouco, essa nao é uma visão que pertence a "classe média", pertence a cultura brasileira em geral, que vem de muito tempo de história. E' sim, um absurdo, que no Brasil, ainda neste século uma doméstica nao tenha direitos, e talvez sò se discuta agora porque existe uma maior oferta de trabalho. Grande parte da classe média nao pode pagar pelo serviço da doméstica com direitos, essa é a verdade. Foram elas, as domésticas sem direitos, que ajudaram a acensão de muitas famílias brasileiras à dita classe média, cuidando dos seus filhos e casas, enquanto estes estudavam e trabalhavam. Assim, muitas famílias vao ter que aprender o "se virar" sozinhas, o que também exige uma mudança de comportamento. Nao serà fácil. Tenho a impressão, dos discursos que li, que a grande maioria dos que contestam o Bolsa família sao da classe trabalhadora em ascensão. Que confusão a definição de classe trabalhadora e classe média, a classe trabalhadora com poder de consumo de classe média, seria a classe média? Nao estou certa, mas talvez, seja aquela que reclama...talvez seja ela que tenha se dado conta que paga e nao usufrui dos serviços? Se sim, tem alguma coisa de novo no sistema brasileiro. A classe média jà tinha se acostumado a pagar 2 x, nao? Me parece que no fundo no fundo, sem tirar o mérito do programa Bolsa Família e o seu destino, a grande contestação seja: como, porquê e para quê se emprega o dinheiro público, e nao seria esse um primeiro passo à cidadania?
EXPRESSION
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Friday, May 24, 2013
Tuesday, September 25, 2012
A destruição de Curitiba
O pensar a cidade como "um projeto social de convivência e vida cívica", deu lugar a gestão do solo por parte de especuladores imobiliários! A cidade que uma vez foi considerada "modelo" segue padrões de "insustentabilidade" baseados na segregação social e na destruição do ambiente! Que triste!
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1300746&tit=Imovel-sobe-duas-vezes-mais-que-a-renda-do-morador-em-Curitiba
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